Cursos Belo Horizonte: e-mail para helenacompagno@hotmail.com ou acesse na janelinha à direita

6 de dezembro de 2016

Drinques - ponche

Ponche é um drinque fácil de preparar e que agrada a todos, principalmente mulheres. Combina até num chá com amigas à tarde. Mas capriche ao servir. Sirva em boa apresentação em jarra ou em poncheira.

 Receita do ponche:
3 copos (americanos) de vinho frizante (usei rosê)
3 copos de guaraná antártica
1/4 de (de um copo americano) de vodka (se preferir mais forte)
Frutas cortadas em pedacinhos (o que tinha: ameixa, kiwi, maça, uva sem semente e abacaxi), mas pode usar a fruta que quiser.
Misture tudo e sirva.

Prepare uns 5 minutos antes das visitas chegarem. Para acompanhar servir castanhas torradas, espetinho de queijo e suco de abacaxi.

5 de dezembro de 2016

Carne seca na moranga com catupiry

Um prato bonito, gostoso e fácil. Acredito que agrada todo mundo. A receita abaixo eu fiz para um almoço aqui em casa. Estávamos em 8 pessoas. Sobrou bastante, mas vai depender da quantidade que cada um come, do que for servido antes, dos complementos, etc...
Ingredientes 
1 moranga média
Recheio:
1 embalagem de catupiry (uso a embalagem redonda, original)
1 kg (+-) de moranga. Comprei duas metades daquelas de casca verde. Tirei a casca e cortei em pedaços
2 pacotes de carne seca (já dessalgada). Comprei no Verde Mar (Belo Horizonte).
2 cebolas batidinhas (1 para a carne seca e outra para a moranga)
óleo para refogar a carne seca e a moranga em pedaços (1 colher de sopa para cada)
Não é necessário sal

Preparando a carne seca:
Essa carne não precisa trocar a água várias vezes para dessalgar - apenas 2 horas na água dentro da geladeira. Se comprar com sal, obedecer orientações na embalagem.

Depois das 2 horas, escorrer a água, colocar outra água numa panela de pressão que cubra toda a carne e deixar cozinhar por 40 minutos. Reserve a água do cozimento. Depois de fria, desfiar com um garfo e refogar com uma cebola batidinha e uma colher (sopa) de óleo.


Preparando a moranga em pedaços:
Cozinhe os pedaços da moranga na água do cozimento da carne seca. Amasse com um garfo formando um purê. Refogue com uma cebola picadinha e um dente de alho numa colher (sopa) de óleo. Verificar o sal. Depois de pronta adicionar 3 colheres (sopa) de catupiry e um pouco de cheiro verde. Coloque pimenta se preferir. Reserve. Na foto saiu amarela, mas é laranja!!!

Depois da carne seca pronta e a moranga refogada, junte as duas partes. Fica assim:
Preparando a moranga, que vai ser na verdade, apenas para servir:
Lave e corte um tampo com a ajuda da faca e retire um pouco da polpa e sementes. Pegue uma panela com a boca um pouco menor do que a moranga, coloquei água e ferva. Coloque a moranga de cabeça, mas não envolva a moranga dentro da água. Apenas o vapor vá cozinhar a moranga. Para que não saia nenhum vapor, envolva com papel alumínio, cobrindo os espaços.
Faça  o mesmo com a tampa. Cozinhe até que fique macia por dentro e com a casca firme.

Montagem:
Com a moranga ainda quente. Se não tiver leve ao forno para aquecer, passe catupiry em toda a parte interna da moranga e tampa, coloque o recheio, espalhe uma colher de catupiry por cima, tampe e leve ao forno para aquecer. Acompanhe com farofa, arroz e salada.


28 de novembro de 2016

O mundo trata melhor quem se apresenta melhor


Tem circulado muito no FB uma campanha "compre seus presentes de um artesão, de um pequeno comércio, da vizinha  que faz bolo artesanal, etc... Façamos o dinheiro chegar às pessoas comuns e não às grandes multinacionais". Super concordo porque isso gera renda direta ao trabalhador - muitos desempregados ou precisando complementar a renda. Algumas pessoas preferem comprar seus presentes em loja, mesmo pagando mais, mesmo sendo o mesmo produto. Por que será? 

O que noto é que muitos artesões não se preocupam com a embalagem, alegando que vai encarecer o produto. Aumente o valor um pouquinho, se necessário, mas seja criativo. Comprar uma embalagem pronta não é bom, pois vai sim encarecer. Faça uma embalagem você mesma. Se for usar laço, seja generosa nesse item. Laços só são bonitos se forem fartos. 

Fui presenteada com esse bolo de nozes

Além de maravilhoso, veio em linda embalagem. Fiquei até com dó de desmanchar o embrulho.

Foram usados dois tecidos, lindamente combinando, lindamente com tudo a ver com o produto.

  O contato está no cartão.
Ninguém nasce sabendo, tudo pode aprender pela observação. Eu observo tudo e sempre tiro muito proveito do que vejo. Não aprendi com a mãe, nem com a tia e nem com a avó. Aprendi olhando e tentando fazer. Mas quem não pratica, nem adianta fazer os melhores cursos.   

Embalagens que precisam de boa apresentação porque são mimos, são agrados: Bolos, biscoitinhos, docinhos, comida em geral; kits de higiene, sabonetes, lavandas, todo o tipo de essências. Se não tem ideia de como embalar, digite aí na linha do google "como embalar um pão feito em casa". Oh, oh, quanta gente criativa? por que não tive essa ideia antes?"

Vai aparecer de tudo. Mas tenha bom senso.

Siga os bons!

Segue eu!!!!


27 de novembro de 2016

Enfeitando a casa com flores naturais

Domingo fomos dar um passeio em Nova Lima - cidade da região metropolitana de Belo Horizonte onde moramos por 5 anos quando chegamos por aqui. Fica apenas a 18 quilômetros do bairro onde moramos. Adoro ir lá, sentir o cheiro do mato e dos pinheiros que estão por toda a parte. A região é fria, adequada para o seu cultivo. Na casa onde moramos havia dois enormes no jardim. Adoro o cheiro de pinheiro. Cheiro de Natal!

O condomínio, embora denominado "fechado" dá acesso por dois bairros vizinhos não fechados, onde entro e saio sem me identificar. Desço e subo morros, cato galhos, cato folhas secas... 
Domingo eu colhi galhos de cedrinho para fazer uns arranjos dentro da casca do coco, pois na sexta faria um almoço para algumas amigas e queria a mesa bem linda e fresca, com tudo natural. As cores eleitas foram o laranja e verde.

Ganhei cocos em Nova Lima.

Durante toda a semana eles enfeitaram vários cômodos da casa.
No lavabo do ateliê
No balção da cozinha da churrasqueira
Complementei com flores e frutos artificiais
O cheiro estava por toda a casa

Na sexta-feira, logo cedo,  fui na feira de flores comprar flores naturais. Comprei sempre-vivas, crisântemos, tango e gérberas...

As flores se juntaram aos galhos de cedrinhos colhidos em Nova Lima, formando um alegre arranjo em cada lugar na mesa.
 
 Na despedida dei para cada uma levar para casa
 No centro da mesa coloquei um arranjo grande, com sempre-vivas
Em todos os arranjos coloquei uma gérbera laranja - cor que predominou a decoração
 As artificiais quebram um galho, mas nada, nada se compara a beleza e energia de uma flor natural, que nasce, vive e morre. e ainda deixa sementes...
 Não usei floral dentro do coco; coloquei água que acho mais duradouro (e barato)
 A mesa vista de longe
 E qual foi esse cardápio com tudo laranja?

Assunto para o próximo post.

24 de novembro de 2016

Costurar é um ato de amor

A Débora é uma curitibana que mora em Belo Horizonte há 3 anos. Está grávida do seu primeiro filho. Quis aprender a costurar para fazer, ela mesma, coisinhas fofas para o quarto do seu bebê. 
Não aguentou esperar fevereiro para iniciar o curso, preenchendo o horário de outra aluna que terminou o curso. Quer treinar durante as férias do ateliê. 

Diante de tanto interesse, já fui logo lhe ensinando a costurar uma fronha para berço. Na próxima aula iniciaremos a costura do lençol com elástico, virol e fronha com barrado. Tudo para ser usado no bercinho da sua pequena. Tudo feito com amor, com paciência. Costurar é um ato de amor!

Já estou arquivando os pedidos para a nova turma de fevereiro 2017. Só saberei quantas vagas terei após o dia 15 de dezembro, quando saio em férias. Ainda tenho muitas alunas que estão comigo desde fevereiro de 2016 e percebo que não querem terminar. Portanto, provavelmente terei poucas vagas. 




22 de novembro de 2016

Receita de pão

Já postei uma receita de pão caseiro aqui, bem rápido e fácil. Aprendi com a irmã outra receita que tenho servido muito aqui no café da manhã nas oficinas natalinas. As alunas adoram e todas pedem a receita. Vou repassar para vocês também. 

Vai precisar de:

  • 1 envelope e meio de fermento biológico (Fleischmann ou Fermix). Difícil saber a metade de um envelope, né? Para saber coloco o conteúdo do envelope num medidor e marco o meio. Guardo a metade (na geladeira) para usar em outra vez.
  • 150 ml de óleo
  • 500 ml de leite 
  • 3 colheres (sopa) de açúcar
  • 1 colher (sopa) rasa de sal
  • 2 ovos
  • 1 quilo de farinha de trigo comum (mais um pouquinho caso precise)


Modo de fazer:
Aqueça o leite junto com o óleo (só aqueça). Peneire junto a farinha, o fermento, o açúcar e o sal. Por que peneirar?  A massa fica mais macia, segundo minha irmã. Misture o leite aquecido com o óleo junto à farinha peneirada com o fermento, o açúcar e o sal. Misture, acrescente os 2 ovos. Misture tudo, solve, solve, amasse, amasse. A massa fica lisa. Se os ovos forem grandes, talvez a massa grude um pouco nas mãos, acrescente mais um pouquinho de farinha (só um pouquinho). Faça uma bola com essa massa, coloque numa vasilha, cubra e deixe crescer até dobrar de volume. Ela cresce muito. Vai depender se o dia está quente ou não par que ele cresça rápido. Demora, em média, uns 40 minutos.

 Depois que cresceu, divida em 4 partes. Abra com o rolo as partes e modele os pães. Coloque numa forma grande com um pouquinho de farinha na forma para não grudar. Cubra e deixe descansar mais um pouco até que voltem a crescer mais um pouco. Aqueça o forno (180 a 200 graus) por uns 10 minutos e leve para assar até ficar moreninhos (não muito).
Meu forno é grande e cabe uma forma grande. Se o seu for pequeno, divida os pães em duas formas. Se não tem forma, forre a grade do forno com papel alumínio e coloque os pães diretamente sobre o alumínio. 




























Fica macio, macio. 

Depois de pronto, guarde o que sobrou no freezer em sacos plásticos. Deixe descongelar naturalmente ou leve ao forno ainda congelado.


14 de novembro de 2016

Alunas que vêm de longe

Vez ou outra alguém, que mora fora de BH, me procura para fazer um intensivo nos finais de semana. Não dou aulas aos finais de semana, pois trabalho durante a semana das 8 às 18. Mas, vez ou outra, abro alguma exceção. 

Abri uma exceção para a Cláudia, que mora em Cataguases - distante de Belo Horizonte mais de 300 quilômetros! Ficaria em um hotel com o marido mas, por conta do jogo entre Brasil e Argentina aqui no Mineirão, todos os hoteis estavam lotados. Foi necessário pernoitar num motel!  A Cláudia tem 7 (SETE) filhos com um só marido, acreditam? 

Como na sexta-feira eu tinha apenas um horário disponível, fez apenas um - o restante no sábado. Na primeira aula fizemos um joguinho americano, utilizando uma das técnicas mais fáceis e práticas. Ela se encantou pela praticidade e beleza do trabalho, pois julgava ser muito complicado. Já sabia costurar, mas dizia querer aprender a fazer aquelas coisas  lindas que via no blog. Ela conhecia muito de mim pelo que escrevo. Eu era, portanto, uma velha conhecida. 


Documento aqui, para que vejam que não estou rasgando seda (ops, tricolines), sobre a beleza e perfeição do primeiro trabalho da Cláudia feito aqui:

Obs: A mesa foi montada com as louças da minha casa. Quase sempre faço isso, pois é uma forma de ensinar como usar os trabalhos que fazem aqui. Escolhi um dos meus guardanapos em cambraia de linho; o porta-guardanapo - que também ensino a fazer nas oficinas - e a louça que amo - presente de casamento de uma irmã muito querida que já nos deixou. Amo essa louça de cores quentes - tendência do início da década de 90.
À noite trocaram o motel pelo hotel. No sábado veio e passou o dia inteiro aqui costurando - até almoçamos juntas. Entre os tantos trabalhos, essa passadeira dupla face. O tecido do verso era menor que o de cima, jogamos a diferença para as cabeceiras e fechamos as duas laterais. O resultado? essa gracinha que vai tirar muitos suspiros na Noite de Natal na casa da Cláudia. Ela já me avisou que as filhas estão encantadas com tudo o que costurou aqui.
 Foi muito bom, muito produtivo e muito feliz o encontro com a Cláudia.
Mas, no intervalo da tarde, enquanto ela costurava...
...fui  lá na cozinha e bati um bolinho. Arrumei a mesa com a passadeira que havia terminado de fazer, utilizando os tecidos que havia comprado. Teve muito bom gosto na escolha dos tecidos. E eu tive muito gosto de ver a Cláudia arregalar os olhos, jogar o pescoço para o lado e dizer: "puxa, como ficou bonita,  muito obrigada por se preocupar comigo"

Deixo aqui o registro da sua amável cartinha que enviou depois que chegou em casa:

(...) Gostei bastante de  te conhecer e fazer suas aulas. Você é muito inteligente e criativa, um  exemplo de mulher virtuosa.Saí daí com um gaz , uma vontade enorme de costurar e quem sabe um diia trabalhar confeccionando enxovais para casa . Mas por enquanto vou absorvendo os ensinamentos da mestre Helena .  Agradeço a Deus por sua vida, seu talento e por você está multiplicando o que Ele te deu ajudando tantas pessoas que, como eu, querem fazer alguma diferença neste mundo. E eu não falo por vaidade e sim  por agradecimento.pois  você foi verdadeira em tudo o que passou não escondeu nenhum detalhe e valeu a pena toda a distância percorrida.Que  oSenhor Jesus abençoe você e toda sua família.Bjs

Não peço que beijam meus pés agradecendo, afinal, ganho para dar aulas, mas essas gentilezas em escrever agradecendo a hospitalidade, ser grata por eu ter aberto uma exceção, são qualidades de quem não precisa ser rico, nem bem nascido, nem ter estudado etiqueta e comportamento, faz parte de pessoas de bom coração. Faz parte de princípios cristãos. Faz parte da Cláudia. E de pessoas assim, eu sempre, sempre abrirei exceção!

Cláudia, toda a minha gratidão pela amizade e pela confiança que depositou em mim, vindo de tão longe passar essas horas que nem sentimos passar, de tão prazeroso foi costurar junto com gente do bem.  Até breve.